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quinta-feira, 17 de abril de 2014

Carnavália - Sambacon 2014 acontecerá no Rio de Janeiro



O Rio de Janeiro ganha em julho a primeira feira de negócios do Brasil exclusiva sobre Carnaval, a Carnavália - Sambacon. O evento acontece nos dias 31 de julho, 1 e 2 de agosto, no Centro de Convenções SulAmérica, na Cidade Nova, Centro do Rio de Janeiro. Iniciativa inédita, a Carnavália – Sambacon permitirá que profissionais dos bastidores da folia tenham contato direto e fechem negócios com fabricantes de materiais de fantasias e alegorias, instrumentos musicais e agentes do setor de turismo, entre outros atores da cadeia produtiva do Carnaval.
Enquanto empresários, fornecedores e prestadores de serviços realizam negócios, também será realizado o 1º Encontro Nacional do Samba (Sambacon), reunindo carnavalescos, artesãos, produtores, jornalistas, profissionais dos bastidores e representantes de órgãos públicos envolvidos na organização e viabilização do calendário momesco. Serão promovidos debates, workshops e palestras sobre temas artísticos, de infraestrutura, gestão e capacitação profissional.
Estarão presentes cerca de 50 expositores, oriundos de indústrias de insumos para fantasias, alegorias, adereços e adornos urbanos, instrumentos musicais, além de empresas de serviços das áreas de turismo, transporte, segurança, música, hotelaria, gastronomia, limpeza, recolhimento e reciclagem de resíduos, entre outras.
Carnavália-Sambacon está sendo organizado pelas empresas AMI7 (produtora do Carnaval do Rio em San Luis, na Argentina) e Timbre, do empresário Nei Barbosa, vice presidente da Sebastiana. A iniciativa tem apoio da TV Globo, Sebastiana (Associação Independente dos Blocos de Carnaval de Rua da Zona Sul, Santa Tereza e Centro da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro), Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro) e Lierj (Liga das Escolas de samba do Rio de Janeiro).

Fonte: http://www.radioarquibancada.com.br/site/rio-tera-feira-de-carnaval-em-julho/

terça-feira, 15 de abril de 2014

As Escolas de Samba (RJ) e suas Bandeiras (Pavilhões)


Lançado com os ranchos, fundados pelas baianas que moravam na Pedra do Sal, o estandarte - substituto dos ancestrais e signo de comando - chegou às escolas de samba dando vida ao bailado do Mestre-sala e da Porta-bandeira, simbolizando a proposta de um grupo oriundo de uma cultura proveniente de um passado africano - rituais de fertilidade que garantiam a continuação da vida. Este estandarte transformou-se em bandeira, sinal de coletividade, representação de nossa ancestralidade.
Segundo relato de Ivette dos Prazeres, foi na escola de samba de Ismael Silva, a Deixa Falar, que aconteceu a substituição do estandarte pela bandeira, inovação introduzida por seu pai Heitor dos Prazeres, que saía na agremiação vestido de baiana. Naquela época, homens saíam de baiana e Heitor - utilizando o pano da costa, parte de sua fantasia,- mostrou como a forma de bandeira possibilitava à porta-estandarte melhores evoluções. A escola tinha mudado o ritmo cadenciado do samba, tornando-o mais rápido, pela introdução do surdo de marcação inventado por Alcebíades Barcelos, o Bide, instrumento que favoreceu a conjugação canto/dança/evolução para os sambistas. Heitor dos Prazeres ficou conhecido como o sambista que "trouxe a primeira bandeira", já que carregava a bandeira da Deixa Falar para todas as escolas que frequentava.
Quando os desfiles começaram, a bandeira era um quesito a ser avaliado pela qualidade de sua concepção e pela capacidade do grupo em apresentá-la e protegê-la. No entanto, a importância de seu significado, relacionado às comunidades, a fez tornar-se intocável, por conter elementos significativos para cada grupo, além de ser fator de identidade para os sambistas cariocas.
A história das escolas se reflete nas bandeiras que as representam. Sua força é tão grande que se reflete no imaginário e no universo do samba carioca, já que suas cores estão presentes nas roupas dos sambistas, em objetos pessoais, em sapatos, nas paredes das casas e até nos bolos das festas de aniversário.
A Estácio de Sá tem na bandeira as cores vermelho e branco, adotada em 1983, tendo como emblema um leão. Esta bandeira mantém as cores da primeira escola de samba do Rio de Janeiro, a Deixa Falar, criada em 1928. O Estácio foi anteriormente Unidos de São Carlos, com as cores azul e branco, resultado da fusão das escolas Cada ano sai melhor, que tinha a bandeira verde e rosa, da Vê se pode, que teve posteriormente o nome mudado para Recreio de São Carlos e que tinha as cores verde e branco e da Paraíso das Morenas que tinha as cores azul e rosa.

Foi Antonio Caetano o idealizador da atual bandeira da Portela, inspirada, segundo ele próprio, no valente povo japonês. Caetano usou as cores azul e branco inspirado no manto de nossa senhora da Conceição, e introduziu a Águia como símbolo máximo da escola.

A Portela, por conta de Paulo da Portela, foi quem criou a ala das baianas, numa homenagem à Tia Ciata, além de dar uma forma própria às escolas de samba, caracterizando a elegância e leveza da porta-bandeira como Vilma Nascimento, cuidando da proposta da Comissão de Frente - saudar o público, apresentar a escola e pedir passagem. Paulo da Portela, também conhecido como O Professor, foi responsável ainda pelo primeiro enredo sobre a educação, apresentando como alegoria um enorme quadro de giz.
O Salgueiro tem as cores vermelho e branco, que se relacionam às cores do orixá Xangô, senhor da pedreira e protetor da escola, já que o morro do Salgueiro é uma grande pedreira. Surgiu da união das escolas existentes no morro: Unidos do Salgueiro, com as cores azul e rosa; Azul-e-Branco, escola liderada por Antenor Gargalhada, e Depois eu Digo, com as cores Verde-e-branco. As escolas do morro da Pedreira se unem, se fortalecem, sob a égide do orixá que as protege e sua bateria passa a ser conhecida como A Furiosa, em função do Alujá de Xangô, toque rápido e vibrante. Em seu emblema, instrumentos musicais do samba - tambor, caixa, pandeiro, chocalho, baqueta.

O Império Serrano, que tem como símbolo - uma coroa - teve o risco de sua bandeira originado pelas mãos hábeis de Mestre Antonio Caetano, tendo as cores verde e branco, escolhidas por representarem a esperança e a paz, respectivamente.
A Mangueira surge do pedido de Cartola para que o morro acabasse com a disputa dos diferentes blocos e criasse um bloco que fosse uma escola de samba. Assim, no dia 28 de abril de 1928, Cartola forma com seus companheiros a Estação Primeira de Mangueira e sugere as cores verde e rosa, as mesmas do Rancho Arrepiados, dos carnavais de sua infância. Um grande surdo de marcação é o emblema da Mangueira, que se destaca por sua marcação única, sem resposta.
As visitas às escolas coirmãs portando as bandeiras, levadas pelo Mestre-sala e sua Porta-bandeira, se mantém até hoje no universo do samba, sendo conhecidas como "Embaixadas".
O universo do samba carioca não existe sem o orgulho de seus componentes por sua bandeira, expresso de diferentes formas por suas cores e nos versos de seus compositores. O abandono progressivo das cores tradicionais nos desfiles não reflete o cotidiano das comunidades de sambistas, nem o pensamento dos que defendem sua identidade e sua história, como as velhas guardas, que fazem questão sempre de usar as cores de sua escola.

Artigo escrito por: Helena TheodoroCarioca, escritora, doutora em Filosofia, mestre em Educação, pesquisadora de cultura afro-brasileira, coordenadora do curso de Pós-graduação de Figurino e Carnaval da UVA.
Fonte: http://www.sidneyrezende.com/noticia/227621

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Definida a nova Diretoria Executiva e Conselho Fiscal da Escola de Samba Acadêmicos do Campo do Galvão


Neste último domingo, dia 13 de abril de 2014, aconteceu a Eleição para nova Diretoria Executiva (Biênio 2014/2016) e para o novo Conselho Fiscal (Triênio 2014/2017) da Escola de Samba Acadêmicos do Campo do Galvão, que teve o seu início as 9 horas e o seu término as 12 horas.
As 12 horas e 20 minutos foi divulgado o resultado final pelo Presidente do Conselho Deliberativo, Hildeberto da Silva Leite, que contou com a presença de 35 associados aptos para votação.

Eis o resultado final...

Para Diretoria Executiva, a chapa única "De volta as Origens" teve 33 votos a favor contra 2 votos em branco e foi a grande vencedora.

Esta diretoria é composta por:
Presidente Executivo: Marcos César Vieira de Abreu - "Canário"
1° Vice Executivo: Rozendo Moreno Neto
2° Vice Executivo: Silvio Luiz Coelho da Silva - "Saponga"
Vice Presidente de Carnaval: Guaracimir Jorge Nascimento - "Guará"
Vice Presidente de Educação e Cultura: Haroldo Luis Tupinambá Viana
1° Tesoureiro: José Darci Claudio Flor Junior
2° Tesoureiro: Afonso Eduardo Campos Magalhães - "Dudu"
1° Secretário: Luis Antonio Gonçalves de Oliveira
2° Secretário: José Antonio Antunes de Oliveira - "Farolzinho"

Para Conselho Fiscal foram eleitos 7 membros, sendo 3 pelo Quadro de Conselheiros e 4 pelo Quadro de Associados, conforme segue abaixo:

Pelo Conselho Deliberativo:
1° Lugar: Francisco Alberto de Oliveira Freire - "Becinha" com 26 votos
2° Lugar: Francisco de Paula Ataíde - "Chiquinho Ataíde" com 24 votos
3° Lugar: Dirceu José de Carvalho Ferreira com 20 votos
Suplente: José Roberto Rocha Correard - "Bebeto" com 20 votos

Pelo Quadro de Associados:
1° Lugar: Rafael Moreno - 28 votos
2° Lugar: Márcio Cavalca - 25 votos
3° Lugar: Sara Nascimento - 25 votos
4° Lugar: Paulo dos Santos - 23 votos
Suplente: Daniel Fernando Máximo de Castro - 15 votos

O Blog Carnaval de Guaratinguetá parabeniza e deseja a esta nova Diretoria Executiva e Conselho Fiscal... união, competência, sorte, humildade, harmonia e sucesso!!!