O sonho de mais de 30 anos de muitos carnavalescos, de verem nas Escolas de Samba verdadeiras empresas sociais capaz de se manterem por conta própria, ainda está longe de se realizar. Mesmo as mais organizadas e que contam com atividades paralelas ao carnaval quase o ano todo, acham complicado organizar a Festa de Momo sem o apoio do poder público.
Por isso mesmo, em várias cidades do país os desfiles de rua foram suspensos neste ano não por problemas nas escolas, mas pela crise nas prefeituras.
Aqui em Guaratinguetá, por exemplo, não aconteceu os desfiles oficiais das Escolas de Samba nos anos de 1993, 1997, 2000, 2010, 2013...
Sambistas, dirigentes de Escolas e carnavalescos apontam uma série de fatores que impedem o carnaval de ter vida própria sem o aparato público nas reuniões, nos simpósios e nas "mesas de bar".
Enquanto isso, resta lamentar que grandes espetáculos não foram realizados neste ano em várias cidades, inclusive por aqui no Vale do Paraíba, alguns por falta de recursos mesmo, enquanto que outros por questões de ordem política e partidária.
Seja por um ou outro, muitos desfiles de carnaval não aconteceu e assim frustrou as expectativas de milhares de pessoas, de muitas comunidades que têm no carnaval um período único de diversão e alegria a cada 365 dias do ano.
Que para 2015, as Escolas de Samba estejam unidas em prol de uma profissionalização conjunta e que as prefeituras cumpram com a "palavra" para que todo seu cronograma carnavalesco seja realizado, para que no futuro não sirva de "desculpa" para uma possível não realização dos desfiles momescos.
Este assunto rende e ainda será motivo de um debate maior neste mesmo blog.
Por Paulo Santos
Sambista e Blogueiro

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