Pois é, essa é a pergunta que não quer calar em Guaratinguetá...
Como será o amanhã do nosso carnaval?
Alguém saberá responder ou melhor... Ser como Deus quiser?
Infelizmente, o nosso carnaval
vem passando por um dos momentos mais complicados de sua historia, perdendo
suas raízes, seus valores... Se deixando levar por princípios políticos, por
vaidades, por interesses. Infelizmente essa é a realidade do nosso samba, o que
antes era festa do povo, hoje é a festa de poucos.
As comunidades, os sambistas,
aqueles que realmente carregam consigo o nome e a historia de sua escola, a
cada dia que passa vem perdendo seu valor dentro do samba. Essa é uma realidade
do carnaval em todo Brasil, mais em nossa cidade os caminhos para que isso esta
sendo levado, parece ser um caminho sem volta.
No dia 25 de março de 2013, Wilsinho
presidente da Vila Isabel, atual campeã do carnaval carioca, através da pagina
da escola no Facebook, escreveu um texto falando do momento e do dia complicado
que a escola teve, onde perdeu figuras importantíssimas do último carnaval, a
carnavalesca Rosa Magalhães, o intérprete Tinga, o casal de mestre-sala e
porta-bandeira, Julinho e Rute, e o coreógrafo da comissão de frente, Marcelo
Misailidis. Diante de seu texto, o presidente agradeceu e parabenizou a eles,
pelo papel representado diante da escola onde consagrou a Vila Isabel campeã de
2013. Mais o que me chamou a atenção foi à resposta da diretoria e do
presidente diante a isso.
Wilsinho: "Levaram
4 no dia de hoje, esqueceram dos outros 4000 que fanaticamente cantam e nos
emocionam na avenida, única comunidade 40 em evolução e harmonia dos últimos
anos. Esqueceram dos nossos torcedores ao redor do mundo que nos passam sua
energia para que possamos fazer grandes desfiles".
Voltando a falar do carnaval de Guaratinguetá e nos
espelhando nessa resposta do presidente do Wilsinho da Vila Isabel, fica nítido
da importância da comunidade para qualquer escola de samba, seja ela do Rio
Janeiro ou Guaratinguetá. Devemos dar valor a quem merece e não a quem precisa,
devemos dar valor aos ritmistas e mestres de bateria, chefes de alas, equipe de
barracão, comunidade, eles sim merecem nosso respeito, eles sim sabem o que
realmente é fazer carnaval por amor, por orgulho e não por interesse.
Acredito que
quando o amor, o orgulho e a paixão voltar a prevalecer em nosso carnaval, recuperaremos
nossas raízes e nossos valores, trazendo ao povo a sua verdadeira festa... O
Carnaval!
Salve o samba, minha eterna morada...
Meu porto seguro.
Por Pedro Henrique Peixoto - Estudante de Jornalismo da FATEA de Lorena

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